Você está sentado no seu sofá velho. O cheiro de mofo entra na suas narinas e vai direto ao cérebro, provocando leves dores de cabeça. Ligue a TV.
No primeiro canal, um político faz campanha dizendo que é totalmente contra a legalização da maconha, você, como um ex-viciado, ri e muda de canal. No outro, um apresentador gordo, usa uma “mascara” e tenta entreter as pessoas. Ganha milhões por isso, sendo que você acorda 5 da manhã para trabalhar e ganha seu salário miserável. Vida Inútil.
Desligue a TV, vá tomar um café na Avenida Paulista.
Ande na rua, respire esse teu ar poluído. Ascenda um cigarro e pense o quanto ta difícil viver sem ela. Sem tua moça, tua vida, teu amor.
Chega à Avenida Paulista, olhe para os seus lados e veja o próprio demônio nas mini-festinhas nas calçadas.
Pegue seu celular quebrado, coloca a musica que você mais gosta, e passe com a cara fechada. Chegou ao seu destino.
Sente-se. Conforte-se na cadeira de madeira da cafeteria. Peça um café ao garçom gentil. Em minutos, você estará tomando um café quente, para se esquentar daquele frio intenso, que vivia São Paulo.
Terminou seu café, pagou, e saiu.
“Você perdeu seu amor. Você tentou agarrar teu amor, mas ele passou por entre seus dedos e partiu.” Sua consciência era corrida aos poucos. Chega.
E se foi para a ponte. Passou suas pernas entre as grades, se espremeu para conseguir passar. Olhou para baixo. Carros e caminhões passavam em alta velocidade, abastecendo a grande metrópole. Olhou para o céu, fechou os olhos e esperou a lagrima escorrer. E se foi. Jogou-se. Seus braços abriram como as asas de um pássaro, seu olho ainda continuava fechado e com a lagrima seca. Em segundos, ele estaria estirado num capo de algum carro, totalmente sem batimento cardíaco. Seus ossos iriam se quebrar. E a lagrima secará e ele partirá.
Você perdeu meu caro. Perdeu. A luz se apagou, mas não se foi.
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