segunda-feira, 26 de abril de 2010

Scene of suicide.

Você está sentado no seu sofá velho. O cheiro de mofo entra na suas narinas e vai direto ao cérebro, provocando leves dores de cabeça. Ligue a TV.
No primeiro canal, um político faz campanha dizendo que é totalmente contra a legalização da maconha, você, como um ex-viciado, ri e muda de canal. No outro, um apresentador gordo, usa uma “mascara” e tenta entreter as pessoas. Ganha milhões por isso, sendo que você acorda 5 da manhã para trabalhar e ganha seu salário miserável. Vida Inútil.
Desligue a TV, vá tomar um café na Avenida Paulista.
Ande na rua, respire esse teu ar poluído. Ascenda um cigarro e pense o quanto ta difícil viver sem ela. Sem tua moça, tua vida, teu amor.
Chega à Avenida Paulista, olhe para os seus lados e veja o próprio demônio nas mini-festinhas nas calçadas.
Pegue seu celular quebrado, coloca a musica que você mais gosta, e passe com a cara fechada. Chegou ao seu destino.
Sente-se. Conforte-se na cadeira de madeira da cafeteria. Peça um café ao garçom gentil. Em minutos, você estará tomando um café quente, para se esquentar daquele frio intenso, que vivia São Paulo.
Terminou seu café, pagou, e saiu.
“Você perdeu seu amor. Você tentou agarrar teu amor, mas ele passou por entre seus dedos e partiu.” Sua consciência era corrida aos poucos. Chega.
E se foi para a ponte. Passou suas pernas entre as grades, se espremeu para conseguir passar. Olhou para baixo. Carros e caminhões passavam em alta velocidade, abastecendo a grande metrópole. Olhou para o céu, fechou os olhos e esperou a lagrima escorrer. E se foi. Jogou-se. Seus braços abriram como as asas de um pássaro, seu olho ainda continuava fechado e com a lagrima seca. Em segundos, ele estaria estirado num capo de algum carro, totalmente sem batimento cardíaco. Seus ossos iriam se quebrar. E a lagrima secará e ele partirá.
Você perdeu meu caro. Perdeu. A luz se apagou, mas não se foi.

Mostra tua cara, filho da puta!

Pensa no passado, pensa no futuro, pensa sobre a manipulação da mídia, as contas, os compromissos de trabalho e toda esta ladainha cotidiana que nos coloca bem de frente para o que realmente somos. Escravos.
E toda essa merda da televisão, os jornais acumulando em cima da mesa da sala, os policiais armados, os bandidos falando gírias, ALGUNS adolescentes retardados, cinzas de cigarro pela casa toda, a dinâmica perfeita do desejo pelo suicídio.
Que nada. Você liga o som alto pra caralho, mas só no seu ouvido. Ouve umas guitarras destorcidas e sente vontade de quebrar a cara de um desses dementes que andam pelas ruas sorrindo e mascando chiclete, fingindo ser o que não é, ouvindo musicas gringas que não sabe nem cantar o refrão. Não é que a felicidade lhe incomode, eu sei. É que você não entende do que tanto estão achando graça.
Vê um mendigo andando na contramão e imagina que ele possa ser atropelado a qualquer momento e todas as partes de seu corpo serão atiradas ao além. Que grande merda. O cheiro da cachaça entorpece seus sentidos. Esse mendigo é mais digno que o filho da puta que você encontrou na rua logo cedo ostentando um Iphone que comprou em 100 vezes sem juros.
Olha para aquele troféu de que ganhou quando jogava futebol pela escola e pensa: "Caralho, eu quis ser jogador de futebol um dia".
Foda-se tudo.

Desnecessário.

Eu não preciso de dinheiro, para ser rico.
Eu não preciso de roupas de marca, para andar bem vestido.
Eu não preciso estar na moda, para ser interessante.
Eu não preciso ser um rockstar, para conquistar garotas.
Eu não preciso chorar, para ganhar um abraço.
Eu não preciso ser popular, para todos me admirarem.
Eu não preciso de sexo, para me divertir.
Eu não preciso ser bonito, para ter amigos.
Eu não preciso de riqueza, para ser feliz.
Tudo que eu preciso, é amor.
Tudo que você precisa, é amor.


http://www.youtube.com/watch?v=r4p8qxGbpOk

domingo, 25 de abril de 2010

O Sentimento e a Tempestade.

O vento faz uma dura batalha contra o sentimento.
Eis que a chuva chega.
E com a chuva, vem rajada de trovão, e muito vento. Vento.
O sentimento ainda tentava resistir à tempestade. A tempestade, por sua vez, continuava imbatível.
O sentimento foi se enfraquecendo, a ponto de sumir para o resto da eternidade.
Mas, surge a emoção, com seu calor.
O sentimento toma forças, e começa a se recuperar da grande tempestade, juntamente com a emoção.
Triunfantemente, a emoção e o sentimento se unem de tal forma, que conseguem vencer a tempestade.
A tempestade foi derrotada, e se foi, para nunca mais voltar.
No lugar da forte tempestade, entrou um belo e grandioso sol, com seus reflexos luminosos, espantando qualquer tipo de escuridão.
Reza a lenda, que o sentimento vive até hoje, e não morrerá tão cedo.
Te amo.


http://www.youtube.com/watch?v=ygTKKGbDfZ4&feature=related

on the way home.

Quando o sonho chegou,
Eu prendi minha respiração com meus olhos fechados.
Eu fiquei louco,
como um dia do anel de fumaça
Quando o vento sopra...
Embora o outro lado seja exatamente o mesmo,
Você pode perceber que meu sonho é real.
Porque eu te amo, você consegue me entender agora?
Embora nos precipitemos adiante para economizar nosso tempo,
Nós somos apenas o que sentimos.
E eu te amo, você pode sentir isso agora?
Agora eu não voltarei até mais tarde,
Se eu chegar a voltar, de qualquer modo...
Mas você me conhece, e eu sinto sua falta agora. AGORA.