sexta-feira, 1 de julho de 2011

SEM TÍTULO!

Nós, humanos, somos seres adaptáveis.
Um dos poucos seres com esse dom, sem seguir o pensamento de darwinista.
Alguns têm esse dom demais, outro de menos. Encaixo-me perfeitamente nos demais.
Não pelo fato de ser um “camaleão sentimental”, mas pela habilidade de me camuflar com o ambiente ou com a situação.
Não me julgue, caro leitor, por usar “mascaras”. Não me cubro. Apenas me adapto.
Vamos transformar isso em sentimentos, tirando objetos e coisas físicas de lado. Podemos dizer que sem o carinho, eu consigo viver. Eu posso. Não é egocentrismo ou qualquer outro adjetivo narcisista.
Sem carinho, eu posso adaptar o amor que recebo de outros seres para um carinho. Um desabrochar de uma flor, por exemplo. Pode ser um carinho divino comigo, para ver naquela situação e ocasião, uma flor desabrochar na minha frente, coisas que câmeras e lentas, muita das vezes, não consegue.
Ou, podemos usar os tropeços da vida como exemplo. Podemos usar essas “caídas” como carinho, novamente, divinos conosco. Pois, aprendemos a levantar e seguir adiante, por mais que você esteja ralado. Desculpe-me, leitor, por estar usando a primeira pessoa no plural, mas acredito que há muitas pessoas que sentem se mais adaptáveis e maleáveis a situações diversas.
Agora, vamos abreviar. Poderia dar N exemplos pra vocês, mas prefiro apenas esses dois.
Vamos transformar isso, em pessoas.
No meu dia-a-dia, vivo com vários tipos de pessoas. E tenho que me adaptar. Sinto a obrigação de ser assim, e eu gosto de ser assim. É agradável. Você aprende a lidar com elas, e isso é importante.
Mas, agora é aonde quero chegar: A falta das pessoas.
Uma coisa que sei que não me adaptarei, é o fato da morte. Perder alguém sabendo que o nunca verá nessa galáxia é uma coisa dolorosa, e real. Vivemos com isso poucas vezes, mas já lhe basta a dor para a vida toda.
Tirando o fato de perder pela morte. Perderíamos pelas brigas, discussões, maus entendidos e afins.
Eu tinha um grande defeito disso. Não aceitava perder aquela pessoa, dessa forma. Era o fim do mundo.
Mas de um tempo pra cá, aprendi na dor. No ralado, no machucado, na cicatriz. Mas aprendi.
Eu aprendi a adaptar-me a minha vida sem essa pessoa ou aquela. Agora, eu queria saber se essa pessoa conseguiria? Não precisa exatamente ser minha perca, mas de outras pessoas com o mesmo nível de amor e afeto que eu tive por ela. Adaptar, pode ser uma tarefa, relativamente, fácil. Acho até que a volta dessa pessoa na sua vida, pode ser mais difícil.
Sei que você deve estar confuso, leitor. Mas entenda: Pessoas em que perdi, e estão de volta a minha vida, tem que passar por isso. Pra valer à pena, pra sentir na pele. Não é vingança, ou qualquer pecado, é apenas pra me valorizar mais. Sinto-me desvalorizado por elas. Hoje, infelizmente, a volta dessas pessoas a nossa vida (pode ser chamada de PERDÃO), é super DESVALORIZADA!
Sim, é um desabafo. Estou com NOJO dessas pessoas. NOJO!

Cansei.

JV.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dream (primeiro texto em inglês)

It's all a matter of opinion! Or not. Will's point of view of each, and mine is this: All question of opinion.
The light ta weak, nearly erasing. The voice, hoarse, and at the same time, gentle. My body shook like green sticks. She looked at me in a way that left my body, naked, cold as a stone in the middle of a lonely ocean.
"My love, you know, you'll always be my eternal love ..." Every word was a caress to my ears, and sensitive portion of my brain.
His white skin was wet, due to the heat of bodies together on the bed in disarray.
Your eyes ... what beautiful eyes! I had never seen it, looked like an angel, or something on the sky and its immensity without end.
Every second with her, in that bed, it was worthwhile to work eight hours a day, seven days a week. My sweat was compensated with more sweat, but Is for her.
Beautiful woman, now sleeping in my arms, seemed to be smiling.

In a snap, looked to the sky and saw a ceiling unlined. I got up, washed my face, almost dying of grief ... it was a dream and ended.



P.S: Em alguns trechos, utilizei a ajuda do google tradutor, devido o meu vocabulario limitado do inglês.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Hate Me!

Ninguém sofre obrigado.
Melhor dizendo, quase ninguém.
Pode existir maldade na bondade.
Parece estranho, mas tem.
Bem vindo ao meu inferno profissional.
Meu inferno particular.
Meu anjo.
Conclamemos sua boa vontade,
Meu esgoto a céu aberto
Minha falsidade zen.
Minha natureza é infame,
diferente, vulgar, mas lhe convêm.
Confesse.
Lhe convém.
E se eu não sofro, obrigado.
Dói no meu peito cair com os dois pés nas suas armadilhas.
Mas que diferença faz?
Meu lixo é reciclável.
Amém.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Falsas Virtudes.

A bordo do navio do cruzeiro, que diabos sou eu?
Já pedi inúmeras desculpas, mas não sei se adiantou.
Milhares de sapatos espalhados pelo chão. Os amigos adormeceram.
Pela minha glote passa apenas um filete de água e minha boca seca exige mais. Ok. Ouço vozes.
São meus passageiros-amigos e eles estão tranqüilos. Mas não eu.
Estou nervoso e não consigo voltar ao normal.
Que Sorte.
Não sei exatamente como manter o leme distante de problemas.
Me alimento de conflitos e neles estou viciado.
Talvez um revolver resolvesse isso com um só disparo.
Não há música, só o barulho do motor.
Daqui a pouco partiremos rumo ao destino do sucesso e da “felicidade”.
Milhares de pessoas gritando, cantando, dançando e algumas horas depois...
Lá estou sozinho novamente.
É assim que é. É assim que pode ser.

Não sei amar e pronto.
Me sinto incomodado com isso, mas essa é a verdade.
Continuarei fingindo que está tudo certo. E não está?
Você enxerga em mim algo de errado? Diga-me que disfarço bem.
Eu disfarço bem!
Quero plantar sementes disciplinadas. Criar uma nova lei para mim, mas sempre falho. As chibatadas deveriam ser minhas e pra mais ninguém.
Mas me sobra poder diante dos mais fracos e isso é ridículo, vamos além.
Essa culpa que me enrijece. Essa lágrima que não escorre, esse sorriso que estampa apenas a minha face, não minha alma, é o que posso oferecer.
Falsas virtudes.

Perdoem-me as falhas, não sou de ferro. Preciso de luz para sobreviver.
Amo muito todos que me cercam, mas infelizmente não sei dizer.
Essa é que é a verdadeira verdade.
Esse é meu ser.

Abominação.

Abra a janela e afaste este oxigênio viciado.
Deixe que bons ares invadam seu coração.
Pra que tanto medo?
Não há só uma abominação.

Lembra das coisas simples?
Não deixe o tempo apagar.
Os sorrisos que ofereceu
A quem tentou te afogar

Vamos lá...
descontamine a tua alma
Transforme raiva em cor
Jogue esses livros inúteis fora
Mastigue esta dor.

Não pense que eles dominaram o mundo.
Não este que a ti pertence
Reflita sobre o amor e a bondade em sua mais pura essência
Venha com a gente.

Há um infinito de lindas oportunidades ao seu aguardo.
Basta escolher o que lhe cabe a vencer.
Se desistir agora,
Então eles merecem vencer.

Vai dar este gostinho aos filhos da puta?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cortar o Tempo.

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diferença.

Ele se acha diferente. Ele é diferente.
Ela se acha normal. Uma menina normal.
Ele se diz diferente, porque não se veste igual outras pessoas, não faz o estilo da maioria, seu intelecto é muito diferente dos outros.
Ela se diz que é normal, porque se veste como todas as outras, fala as mesmas coisas que as outras, tem o mesmo estilo das outras.
Ele parece ser um cara que tem muitos amigos, que só vive feliz e só sabe rir. Isso, segundo ele, torna o diferente dos outros.
Ela é mais restrita, assim como as meninas da sua idade, só tem cabeça para o estudo, chega a ficar “azul” quando tem alguma prova.
Ele sabe que pode muito bem ficar com qualquer uma, mas não acha isso legal. Isso, segundo ele, torna o diferente.
Ela usa um “muro de concreto” no seu coração, e para entrar só com um tanque de guerra.
Ele sempre pensa nela antes de dormir.
Ela pensa no dever do outro dia.

Ele está apaixonado.
Ela não.