Pensa no passado, pensa no futuro, pensa sobre a manipulação da mídia, as contas, os compromissos de trabalho e toda esta ladainha cotidiana que nos coloca bem de frente para o que realmente somos. Escravos.
E toda essa merda da televisão, os jornais acumulando em cima da mesa da sala, os policiais armados, os bandidos falando gírias, ALGUNS adolescentes retardados, cinzas de cigarro pela casa toda, a dinâmica perfeita do desejo pelo suicídio.
Que nada. Você liga o som alto pra caralho, mas só no seu ouvido. Ouve umas guitarras destorcidas e sente vontade de quebrar a cara de um desses dementes que andam pelas ruas sorrindo e mascando chiclete, fingindo ser o que não é, ouvindo musicas gringas que não sabe nem cantar o refrão. Não é que a felicidade lhe incomode, eu sei. É que você não entende do que tanto estão achando graça.
Vê um mendigo andando na contramão e imagina que ele possa ser atropelado a qualquer momento e todas as partes de seu corpo serão atiradas ao além. Que grande merda. O cheiro da cachaça entorpece seus sentidos. Esse mendigo é mais digno que o filho da puta que você encontrou na rua logo cedo ostentando um Iphone que comprou em 100 vezes sem juros.
Olha para aquele troféu de que ganhou quando jogava futebol pela escola e pensa: "Caralho, eu quis ser jogador de futebol um dia".
Foda-se tudo.
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